Os Jogos Olímpicos são o momento máximo do esporte mundial, momento onde nem sempre os favoritos ou os recordistas mundiais vencem, momento onde o atleta tem a oportunidade de dar o máximo de si e escrever seu desempenho na história.
O vídeo abaixo é o novo comercial da Nike que está em veiculação esses dias e as imagens falam por si só, luta, suor, dor, alegria, tristeza, exaustão e superação. Detalhe para as cenas de Lance Armstrong em recuperação do cancêr cerebral e vencendo a Volta da França após curado. Os mais novos talvez não lembrem de todos que aparecem no filme, como Carl Lewis, John McEnroe, Magic Johnson, o haterofilista russo vencedor nos Jogos de Moscou em 1980 e considerado um dos homens mais fortes do mundo até hoje, Kerry Strug a ginasta americana que nos Jogos de Atlanta/96 fez as últimas provas com o tornozelo fraturado e conquistou o ouro com o time dos EUA, David Robinson e Michael Johnson, entre outros. (e não, não estou fazendo propaganda a marca americana)
Enjoy it!
Em minha opinião não existe no esporte mundial nenhuma prova ou modalidade tão impressionante quanto os 100m rasos do atletismo. É a prova mais rápida de todas, a mais assistida, a que colocou mais nomes na história e onde o recorde mundial é a meta mais difícil e de menor progressão entre todos os outros.
Minutos atrás o jamaicano Usain Bolt entrou para a história do esporte e dos Jogos Olímpicos vencendo a mítica prova e se tornando o primeiro homem a correr os 100 metros abaixo de 9,70 segundos, cravando o recorde de 9,69 segundos. O mais incrível sobre seu desempenho são as imagens dos últimos 20 metros de prova onde ele olha para o lado e vendo a vitória começa a desacelerar e mesmo assim atingiu a impressionante marca, dando mostras que ainda tem condições de baixar mais ainda o tempo, talvez na casa de 9,60 segundos.
Ao contrário de outros esportes o recorde mundial dos 100 metros tem uma evolução lenta através do tempo, veja os exemplos abaixo:
Olimpíadas de 1896 – Atenas
-
Thomas Burke (USA) – 12 segundos
Olimpíadas de 1900 – Paris
-
Francis Jarvis (USA) – 11 segundos
Olimpíadas de 1936 – Berlim
-
Jesse Owens (USA) – 10,20 segundos (essa marca reinou por 20 anos)
Olimpíadas de 1988 – Seul
-
Carl Lewis (USA) – 9,92 segundos
Olimpíadas de 1996 – Atlanta
-
Donovan Bailey (CAN) – 9,84 segundos (recorde olímpico derrubado hoje com a marca de Bolt)
Olimpíadas de 2008 – Pequim
-
Usain Bolt (JAM) – 9,69 segundos (primeiro a baixar de 9,70 segundos)
- Com certeza essa marca não irá durar muito tempo a única certeza que não tenho e ninguém tem é: Qual o limite do Homem para esta prova??
O dia de hoje para a equipe brasileira de judô foi especial, não pela conquista de medalhas mas pelo caráter, emoção, coração e comprometimento com a pátria do judoca Eduardo Santos.
Competindo na categoria -90kg Eduardo venceu as duas primeiras lutas por Ippon e foi derrotado na terceira por imobilização no final da luta pelo francês Yves-Matthieu Dafreville. Na repescagem Eduardo venceu a primeira luta e foi derrotado na decisão dos árbitros na decisão (que daria a ele a oportunidade de disputar a medalha de bronze) pelo suiço Sergei Aschwanden.
Após a luta extremamente emocionado Eduardo declarou enquanto derramava lágrimas: “Não sei o que dizer. Fiz o melhor que pude, mas não deu. Queria falar para meu pai e minha mãe que dei o melhor de mim, mas não tive competência para jogar meu adversário”. Minutos depois um pouco mais calmo ele afirmou que não vai desistir, que vai treinar mais, sacrificar mais e vai conquistar títulos.
Pode até ser que nos próximos campeonatos Eduardo Santos não chegue ao topo mas sua história é um exemplo de perseverança, capacidade e muita garra. Ele mora numa região menos abastada da cidade de São Caetano do Sul e até o final do ano passado ele era ainda faixa marrom e conquistou a vaga na seleção brasileira ainda nesta condição pela simples razão que o exame para mudar da faixa marrom para preta custa a bagatela de R$ 1.500,00, dinheiro esse que o batalhador Eduardo não tem e somente após a conquista da vaga na Olimpíada a Confederação Brasileira de Judô deu o exame de faixa de graça para o atleta que enfim pode mudar de faixa.
Eu me pergunto, onde está o dinheiro do patrocínio que a Confederação Brasileira de Judô recebe do governo brasileiro? Como o país pode esperar medalhas olímpicas quando em momento algum apóia o desenvolvimento do esporte colocando taxas absurdas para mudanças de faixa do judô? Como é possível que atletas de alto nível como Eduardo e Ketleyn Quadros (medalhista de bronze e primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha individual) tenham que passar a vergonha de não ter dinheiro pra mudar de faixa ou para comprar um kimono?
Como um romântico do esporte achei a atitude e o choro de Eduardo hoje um grande tapa na nossa sociedade que esquece que antes de sonhar com conquistas precisamos investir no desenvolvimento dos jovens atletas, em centros de treinamento, alimentação e equipamento (roupas e etc.) e jamais submeter um jovem talentoso como o bravo Eduardo e a vencedora Ketleyn ao choro e a vergonha de não poderem vencer mais por falta de condições sociais.
Agora a pouco acabou a 19ª rodada e por consequência o primeiro turno do campeonato brasileiro e pude observar algumas cenas nos jogos deste fim de semana que demonstram uma tendência do campeonato.
Na zona do rebaixamento ainda há muita briga, isso mesmo, parece que alguns times estão literalmente brigando para ver quem vai disputar a Série B o ano que vem, Santos, Vasco, Fluminense, Ipatinga são os favoritos até agora mas, Portuguesa, Náutico, Goiás e Atlético-PR estão fazendo força para descer para a segundona. Tô impressionado com a falta de capacidade dos times, tá dando vergonha.
A Portuguesa tem marcado presença pela inconstância, venceu o Cruzeiro hoje mas perdeu vários jogos muito melhores, outro destaque da lusa é o péssimo estado do gramado do Canindé, raras vezes vi um campo tão ruim, pra quem quer jogar na primeira divisão precisa melhorar e muito o estádio.
A tônica do torneio é a falta de definição de favoritos, apesar dos quatro primeiros colocados serem os mais fortes entre os 20 da série A, todos tem sofrido derrotas infantis, Palmeiras perdeu para o Botafogo hoje, Cruzeiro para a Portuguesa e o São Paulo para o Fluminense no meio de semana são alguns exemplos, enquanto isso o Grêmio escapou um pouco, prometendo assim algumas emoções para o segundo tuno que começa fim de semana que vem.
Os Jogos Olímpicos tiveram um início brilhante na noite de ontem, dando mostras que serão as maiores Olimpíadas da era moderna até agora. Aproveitando esse clima o Esporte Comentado estréia um novo logo feito pelo Cobra e como não conseguirei fazer a cobertura que eu gostaria dos jogos e publicar tudo aqui os resultados dos brasileiros podem ser acompanhados no Resultado Olímpico que fará esse acompanhamento com muita competência.
Nosso vôlei de praia, masculino e feminino, o vôlei de quadra feminino e o futebol já estrearam com vitórias. Hoje estréia o vôlei masculino e o bi-campeão mundial de judô João Derli.
Força Brasil!
Lendo essa semana sobre o foco perdido do jornalismo esportivo fiquei matutando sobre o assunto e juntando com outras matérias similares eu vou um pouco mais além e acho que essa perda de foco da mídia é, em parte, função da perda de foco dos atletas. Anos atrás quando o futebol brasileiro ainda tinha na ativa craques como Pelé, Rivelino, Tostão, Zico, Roberto Dinamite, Falcão, Cerezo, Sócrates entre outros não havia essa “festa” toda vez que a seleção brasileira jogava e muito menos a total e completa palhaçada que foi a preparação da seleção em campos suiços antes da Copa de 2006 onde era visível que ninguém treinava e sequer esforçavam-se para enganar quem assistia mas bastava as câmeras se ligarem pra os “astros” se encherem de pompa.
Alguns exemplos mais próximo e em esportes não tão difundidos no país mostram isso, os jogadores de basquete masculino que atuam na NBA e se recusaram a defender a seleção na tentativa de conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008 ou, a “estrela” da seleção de basquete feminino que se recusou a entrar em quadra para conquistar a vaga olímpica, sem contar o levantador de vôlei que achou que era maior que o restante do time multi-campeão.
Sou da opinião que o exemplo vale mais que qualquer coisa, que se o atleta souber se cuidar, treinar muito e acima de tudo não se deixar levar pelos louros da fama a mídia vai também saber respeitar isso e focar mais nos resultados (claro que não 100% porque em parte concordo com a matéria). Basta ver que raramente se ouve falar de atletas como Daiane dos Santos, Gustavo Borges, João Derli, Gustavo Endres, Fabiana Murer e outros tantos a não ser quando estão disputando algum torneio mundo afora.
Ontem saiu uma matéria onde o jogador brasileiro Leandro Barbosa, que joga pelo Phoenix Suns da NBA, se diz magoado com Oscar Schmidt pelas criticas do ex-jogador aos atletas que pediram dispensa da seleção brasileira de basquete dizendo que o astro brasileiro não sabe do que se passou e que ele foi “obrigado” a pedir dispensa pelo seu clube em virtude do seu joelho e que a Confederação Brasileira de Basquete nada fez para ajudá-lo com a liberação para a disputa dos jogos da seleção.
Caro Leandrinho o Oscar que apesar de ter sido um jogador infinitamente melhor do que é hoje comentarista, está coberto de razão. A dor faz parte do esporte profissional e quem quer ser campeão mundial e/ou olímpico tem que conviver com isso. Jogadores como o alemão Dirk Novitsky que pagou do seu bolso o seguro que o Dallas Mavericks exigia demonstram a vontade de defender sua pátria e fazem qualquer sacrifício para isso. Ninguém é obrigado a nada, veja o exemplo do jogador de futebol Diego do Werder Bremen que mesmo o clube forçando para ele não ir e bateu o pé e está na seleção que vai a Pequim independente se será punido depois ou não.
Acho que o técnico da seleção, Moncho Monsalve, também está certo em não convocá-lo mais enquanto ocupar o cargo na nossa seleção, afinal jogar pela seleção não é uma opção do atleta e sim uma obrigação e uma honra se o time nacional o convocar.
Lamento muito que você Leandro pense que os outros estão errados e você certo.
Há exatos 20 anos atrás, nos Jogos Olímpicos de Seul/1988 a maior rivalidade da história do atletismo mundial, entre o canadense Ben Johnson e norte-americano Carl Lewis, chegava ao seu auge para em seguida sumir como se nada tivesse acontecido.
Após bater o recorde mundial dos 100m rasos sobre o próprio Lewis em 1987, Johnson não fazia uma boa temporada em 1988 pouco antes dos jogos e semanas antes do torneio olímpico apresentou um fraco desempenho em Zurique deixando Lewis confiante da conquista do ouro em Seul. Porém, Johnson destruiu seu próprio recordo cravando a incrível marca de 9,79 segundos mais rápido que qualquer um até então e tempo somente igualado em 1999 pelo incrível Maurice Greene, mas a medalha acabou ficando com Lewis uma vez que o canadense foi pego no teste anti-dopping por uso de esteróides perdendo o recorde de 1987 e o de 1988 e sendo suspenso por 2 anos de todas as competições e por fim banido do esporte nos anos 90 por reincidência no dopping.
Após este episódio Lewis reinou sozinho nos 100m até 1992 e no salto em distância até 1996 e após sua aposentadoria em 1997 rumores e alguns documentos que não tiveram sua veracidade comprovada até hoje (talvez por falta de interesse do comitê olímpico americano em perder seu maior expoente dos últimos anos) de que Carl fez uso de substâncias proibidas para melhorar seu desempenho antes dos jogos de Seul/88.
Devido a uma ausência por questões de trabalho não pude comentar antes mas na semana passada o técnico José Roberto Guimarães fechou o grupo de convocadas para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim que começa no próximo dia 06 de agosto e, seguindo a lógica ele manteve o grupo vencedor do Grand Prix e uma boa mescla entre atletas experientes e novatas.
A lista é a seguinte: levantadoras Fofão e Carol Albuquerque, as centrais Walewska, Fabiana e Thaisa, as ponteiras Mari, Paula Pequeno, Sassá, Valeskinha e Jaqueline e a oposta Sheilla, além da líbero Fabi. Com destaque para a versatilidade das convocadas, como Mari que pode jogar tanto como ponta onde tem se destacado como oposta e Valeskinha que pode jogar na ponta, meio e líbero.
Gostei muito dessa lista e acredito em bons resultados em Pequim. A equipe já está concentrada no centro de treinamento de Saquarema desde início da semana lapidando os últimos detalhes até o dia 29 de julho quando o time embarca para o Japão para a aclimatação e dia 06 já estarão em Pequim para o início do torneio dia 09 de agosto.
Outra notícia importante sobre as meninas esta semana é que elas estão com um estudo intensivo sobre as adversárias que enfrentarão na primeira e segunda fases do torneio olímpico o que já as coloca com a cabeça focada na olimpíada.
Essa semana chegou meu novo tênis de corrida e num momento de sorte o amigo que trouxe a encomenda teve a brilhante idéia de sugerir a compra da evolução de um tênis consagrado no mercado que ainda não chegou ao Brasil. Realizei dois treinos fortes com ele e já consigo comparar com meu antigo “titular” e dar em primeira mão as impressões sobre o novo Nimbus 10 da Asics e comparar com o Stratus também da fabricante japonesa.
O design é ponto forte dos dois modelos porém o Nimbus 10 possui um corte na parte da frente que propicia um maior conforto para os metatarsos principalmente do dedão. A amarração de ambos é muito boa, sendo muito fácil ajustar ao pé e minimizar o desconforto durante a corrida.
A vista lateral nos permite perceber a grande diferença entre os dois modelos, enquanto o Stratus possui amortecimento em gel somente na parte traseira (a faixa laranja no meio da sola do calcanhar) que permite um bom conforto na pisada o Nimbus 10 possui o gel em maior quantidade no calcanhar (na lateral e na parte traseira) e também na parte dianteira do calçado o que deixa ele realmente muito mais macio, com a sensação de caminhar sobre um colchão mesmo. E pelo menos nos meus treinos o dolorido pós corrida de joelhos e coxas reduziu bastante.
A vantagem do Stratus fica no menor peso, apenas 317 gramas/pé, enquanto o Nimbus 10 chega aos 351 gramas/pé o que é até natural devido a maior quantidade de gel que ele possui em sua estrutura. Achei também a ventilação do Stratus um pouco melhor na lateral mas nada que que seja incômodo para quem usa o Nimbus 10.
O preço aqui no Brasil do Stratus é menor que o Nimbus 9 (modelo em venda atualmente por aqui) porém para quem tem a oportunidade de ir aos EUA ou que alguém possa trazer um par de tênis recomendo sem dúvida o Nimbus 10 que sai lá por US$ 120,00 (perto de R$ 200,00), enquanto o modelo antigo o Nimbus 9 aqui sai entre R$ 400,00 e R$ 500,00.
