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Agora que tudo acabou em Pequim vou passar rapidamente por alguns micos brasileiros nessa Olimpíada. Alguns tinham grande potencial de medalha ou de vencer uma medalha maior que levaram no fim das contas. O que mais me impressionou foi a falta de atitude, aquela atitude de vencedor, de campeão.

  • Vôlei masculino: A seleção, a exemplo da Liga Mundial,  teve um desempenho apático, sem vibração, meio morto em quadra, abusou dos erros e deixou os EUA jogarem o que aproveitaram com muita competência e eficiência. Ricardinho não fez falta, faltou o brilho, a vibração e a alegria. Uma pena, nada apaga o que eles fizeram nos últimos 8 anos mas podia ter sido melhor.
  • Vôlei de praia – Masculino e feminino: Pelo amor,  o modo como o feminino conseguiu perder para a China na disputa do bronze me mostrou a incompetência e pouco caso. No masculino Ricardo e Emanuel entregaram o jogo para Marcio e Fabio Luiz e nem de longe mostraram o jogo que domina o mundo faz tempo, já Fabio e Marcio deram vexame na final contra os EUA, perdendo de 15 x 4 no último set uma vergonha.
  • Judô: Com exceção de Ketleyn Quadros o judô brasileiro ficou aquém do que poderia fazer, os campeões mundiais João Derli e Thiago Camilo sumiram nas lutas e não demonstraram a mesma forma e força, uma pena.
  • Futebol masculino: Como pode um time que se diz o melhor do mundo não ter técnico e jogar mal desse jeito? A Argentina ganhou com mérito, invicta, a nós resta a esperança de conseguir um técnico para o time antes que a vaga da Copa de 2010 seja perdida. Outro absurdo é a convocação de 9 desses meio mortos para a próxima rodada das eliminatórias. Foram 11 em campo perdidos, sem vontade, sem orientação e com certeza não fizeram nada do que deviam fazer.
  • Salto triplo – Jadel Gregório: Não sei como deixam esse sujeito ir para a Olimpíada representar o país, deve ser falta de opção mesmo. Ele é uma eterna promessa, se achando o melhor saltador do mundo e na hora de competir sempre tem ótimas desculpas para a falta de resultados. Me impressionou o fato de nem o técnico dele tê-lo aguentado e feito as malas e largado o xarope lá sozinho, sinal que algo não vai bem e não é de hoje.
  • Basquete feminino: Sem comentários, última colocada na fase classificatória, uma vergonha.
  • Natação: Exceto Cesar Cielo todos pagaram mico, parece que ficaram 4 anos sem treinar com o propósito de não classificarem para as finais das provas que disputavam, o tal de Thiago Pereira nada fez, foi passear, assim como Joana Maranhão. Já na maratona aquática as duas antas que representavam o Brasil no feminino ficaram brigando entre si enquanto as adversárias abriam distância, lamentável.
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    Acho que os principais micos foram esses, o do vôlei masculino é o menor de todos sem dúvida pela história, mas poderia ter sido mais.

 

Hoje é o último dia de competição das Olimpíadas de Pequim/2008 e a delegação brasileira acumulou decepções, amareladas e desempenhos abaixo da média e do necessário para a disputa de um torneio olímpico. Mas antes de falar dos fracassos vamos comentar os sucessos que vieram com garra e brilho superior.

Sucessos

  • Vôlei Feminino: Fofão, Mari, Sheilla, Paula, Fabiana, Fabí, Walewska, Valeskinha, Sassá, Thaíssa, Carol Albuquerque, Jacqueline, José Roberto Guimarães e equipe. A melhor seleção do mundo confirmou a excepcional campanha e conquistou a medalha de ouro inédita e histórica para o Brasil. Apenas 1 set perdido (na final contra os EUA que jogaram muito bem e valorizaram nossa vitória), 8 jogos e 8 vitórias as meninas comprovaram que podem e ganham. e tem tudo pra conquistar o bi em Londres /2012. Ah sim, claro que as lágrimas ainda escorrem em meu rosto enquanto assisto à premiação.
  • Taekwondo – Natalia Falavigna: Acabou a disputa do bronze e a nossa grande Natalia, sem patrocínio, repetiu a ótima performance de Atenas/2004 e venceu a sueca por 5×2 ganhando a primeira medalha olímpica do taekwondo brasileiro.
  • Judô – Ketleyn Quadros: Primeira mulher a vencer uma medalha olímpica no esporte individual brasileiro, mostrou garra e superando as dificuldades entrou para a história do esporte nacional.
  • Salto em distância – Maurren Maggi: Primeira mulher brasileira a vencer o tão sonhado ouro olímpico. Fez um salto espetacular de 7,04m e venceu a russa Lebedeva por 1 centímetro. Quando ela foi pega por dopping fiz críticas duras a ela e agora ela fez por merecer o ouro.
  • Futebol Feminino: Novamente as meninas chegaram à grande final e conquistaram a medalha de prata, infelizmente, como em Atenas/2004, perderam o ouro para os EUA, o que não tira em nada o brilho das nossas meninas que sem apoio nenhum da CBF, sem clubes para jogar em alguns casos e com a total falta de estrutura mostraram que são acima da média e merecem muito mais.
  • Vela – Robert Scheidt: O velejador confirmou que é um vencedor e conquistou sua terceira medalha olímpica em uma classe nova, com parceiro novo e recuperando uma grande desvantagem ao longo da competição para fechar com a medalha de prata. Com certeza Robert e Prada vão conquistar mais medalhas para o Brasil no futuro.
  • Natação – Cesar Cielo: Nadou de igual para igual com recordistas, fenômenos e consquistou um bronze nos 100m livres e o ouro nos 50m livres quebrando o recorde olímpico. Tem grande força de vontade e dedicação aos treinos, mandou muito bem.
  • Vela feminina – Classe 470 Fernanda Oliveira e Isabel Swan: Primeira medalha da vela feminina brasileira, deram show e recuperaram a distância perdida para as adversárias, exemplo de superação para todos.

Faltam poucas disputas, atualizo mais tarde se for o caso.

 

 

Os Jogos Olímpicos são o momento máximo do esporte mundial, momento onde nem sempre os favoritos ou os recordistas mundiais vencem, momento onde o atleta tem a oportunidade de dar o máximo de si e escrever seu desempenho na história.

O vídeo abaixo é o novo comercial da Nike que está em veiculação esses dias e as imagens falam por si só, luta, suor, dor, alegria, tristeza, exaustão e superação. Detalhe para as cenas de Lance Armstrong em recuperação do cancêr cerebral e vencendo a Volta da França após curado. Os mais novos talvez não lembrem de todos que aparecem no filme, como Carl Lewis, John McEnroe, Magic Johnson, o haterofilista russo vencedor nos Jogos de Moscou em 1980 e considerado um dos homens mais fortes do mundo até hoje, Kerry Strug a ginasta americana que nos Jogos de Atlanta/96 fez as últimas provas com o tornozelo fraturado e conquistou o ouro com o time dos EUA, David Robinson e Michael Johnson, entre outros. (e não, não estou fazendo propaganda a marca americana)

Enjoy it!

 

 

Em minha opinião não existe no esporte mundial nenhuma prova ou modalidade tão impressionante quanto os 100m rasos do atletismo. É a prova mais rápida de todas, a mais assistida, a que colocou mais nomes na história e onde o recorde mundial é a meta mais difícil e de menor progressão entre todos os outros.

Minutos atrás o jamaicano Usain Bolt entrou para a história do esporte e dos Jogos Olímpicos vencendo a mítica prova e se tornando o primeiro homem a correr os 100 metros abaixo de 9,70 segundos, cravando o recorde de 9,69 segundos. O mais incrível sobre seu desempenho são as imagens dos últimos 20 metros de prova onde ele olha para o lado e vendo a vitória começa a desacelerar e mesmo assim atingiu a impressionante marca, dando mostras que ainda tem condições de baixar mais ainda o tempo, talvez na casa de 9,60 segundos.

Ao contrário de outros esportes o recorde mundial dos 100 metros tem uma evolução lenta através do tempo, veja os exemplos abaixo:

Olimpíadas de 1896 – Atenas

  • Thomas Burke (USA) – 12 segundos

Olimpíadas de 1900 – Paris

  • Francis Jarvis (USA)  – 11 segundos

Olimpíadas de 1936 – Berlim

  • Jesse Owens (USA) – 10,20 segundos (essa marca reinou por 20 anos)

Olimpíadas de 1988 – Seul

  • Carl Lewis (USA) – 9,92 segundos

Olimpíadas de 1996 – Atlanta

  • Donovan Bailey (CAN) – 9,84 segundos (recorde olímpico derrubado hoje com a marca de Bolt)

Olimpíadas de 2008 – Pequim

  • Usain Bolt (JAM) – 9,69 segundos (primeiro a baixar de 9,70 segundos)
    Com certeza essa marca não irá durar muito tempo a única certeza que não tenho e ninguém tem é: Qual o limite do Homem para esta prova??

          O dia de hoje para a equipe brasileira de judô foi especial, não pela conquista de medalhas mas pelo caráter, emoção, coração e comprometimento com a pátria do judoca Eduardo Santos.

          Competindo na categoria -90kg Eduardo venceu as duas primeiras lutas por Ippon e foi derrotado na terceira por imobilização no final da luta pelo francês Yves-Matthieu Dafreville. Na repescagem Eduardo venceu a primeira luta e foi derrotado na decisão dos árbitros na decisão (que daria a ele a oportunidade de disputar a medalha de bronze) pelo suiço Sergei Aschwanden.

          Após a luta extremamente emocionado Eduardo declarou enquanto derramava lágrimas: “Não sei o que dizer. Fiz o melhor que pude, mas não deu. Queria falar para meu pai e minha mãe que dei o melhor de mim, mas não tive competência para jogar meu adversário”. Minutos depois um pouco mais calmo ele afirmou que não vai desistir, que vai treinar mais, sacrificar mais e vai conquistar títulos.

          Pode até ser que nos próximos campeonatos Eduardo Santos não chegue ao topo mas sua história é um exemplo de perseverança, capacidade e muita garra. Ele mora numa região menos abastada da cidade de São Caetano do Sul e até o final do ano passado ele era ainda faixa marrom e conquistou a vaga na seleção brasileira ainda nesta condição pela simples razão que o exame para mudar da faixa marrom para preta custa a bagatela de R$ 1.500,00, dinheiro esse que o batalhador Eduardo não tem e somente após a conquista da vaga na Olimpíada a Confederação Brasileira de Judô deu o exame de faixa de graça para o atleta que enfim pode mudar de faixa.

          Eu me pergunto, onde está o dinheiro do patrocínio que a Confederação Brasileira de Judô recebe do governo brasileiro? Como o país pode esperar medalhas olímpicas quando em momento algum apóia o desenvolvimento do esporte colocando taxas absurdas para mudanças de faixa do judô? Como é possível que atletas de alto nível como Eduardo e Ketleyn Quadros (medalhista de bronze e primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha individual) tenham que passar a vergonha de não ter dinheiro pra mudar de faixa ou para comprar um kimono?

          Como um romântico do esporte achei a atitude e o choro de Eduardo hoje um grande tapa na nossa sociedade que esquece que antes de sonhar com conquistas precisamos investir no desenvolvimento dos jovens atletas, em centros de treinamento, alimentação e equipamento (roupas e etc.) e jamais submeter um jovem talentoso como o bravo Eduardo e a vencedora Ketleyn ao choro e a vergonha de não poderem vencer mais por falta de condições sociais.

           

          Os Jogos Olímpicos tiveram um início brilhante na noite de ontem, dando mostras que serão as maiores Olimpíadas da era moderna até agora. Aproveitando esse clima o Esporte Comentado estréia um novo logo feito pelo Cobra e como não conseguirei fazer a cobertura que eu gostaria dos jogos e publicar tudo aqui os resultados dos brasileiros podem ser acompanhados no Resultado Olímpico que fará esse acompanhamento com muita competência.

          Nosso vôlei de praia, masculino e feminino, o vôlei de quadra feminino e o futebol já estrearam com vitórias. Hoje estréia o vôlei masculino e o bi-campeão mundial de judô João Derli.

          Força Brasil!

           

          Lendo essa semana sobre o foco perdido do jornalismo esportivo fiquei matutando sobre o assunto e juntando com outras matérias similares eu vou um pouco mais além e acho que essa perda de foco da mídia é, em parte, função da perda de foco dos atletas. Anos atrás quando o futebol brasileiro ainda tinha na ativa craques como Pelé, Rivelino, Tostão, Zico, Roberto Dinamite, Falcão, Cerezo, Sócrates entre outros não havia essa “festa” toda vez que a seleção brasileira jogava e muito menos a total e completa palhaçada que foi a preparação da seleção em campos suiços antes da Copa de 2006 onde era visível que ninguém treinava e sequer esforçavam-se para enganar quem assistia mas bastava as câmeras se ligarem pra os “astros” se encherem de pompa.

          Alguns exemplos mais próximo e em esportes não tão difundidos no país mostram isso, os jogadores de basquete masculino que atuam na NBA e se recusaram a defender a seleção na tentativa de conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008 ou, a “estrela” da seleção de basquete feminino que se recusou a entrar em quadra para conquistar a vaga olímpica, sem contar o levantador de vôlei que achou que era maior que o restante do time multi-campeão.

          Sou da opinião que o exemplo vale mais que qualquer coisa, que se o atleta souber se cuidar, treinar muito e acima de tudo não se deixar levar pelos louros da fama a mídia vai também saber respeitar isso e focar mais nos resultados (claro que não 100% porque em parte concordo com a matéria). Basta ver que raramente se ouve falar de atletas como Daiane dos Santos, Gustavo Borges, João Derli, Gustavo Endres, Fabiana Murer e outros tantos a não ser quando estão disputando algum torneio mundo afora.

          Neste dia 01 de maio há 14 anos atrás falecia o maior piloto de Fórmula 1 de toda a história, o mais consistente, o mais obstinado, o mais técnico, o mais carismático, o mais veloz, o campeão.

          Ayrton Senna da Silva ainda faz muita falta, posso afirmar que com certeza foi o ídolo que todos jamais esquecerão e servirá de exemplo por gerações e as manhãs de domingo continuam muito menos emocionantes e vazias e duvido que isso mude.

          É fato que nenhum outro piloto brasileiro chegou e jamais chegará aos pés de Senna, me desculpem Rubinho, Zonta, Massa, Nelsinho, Burti, Castroneves, Kanaan, Bruno, Ferran (de todos o mais próximo da pilotagem de Ayrton) vocês infelizmente sempre estarão à sombra dele. Em âmbito mundial apenas dois podem se aproximar de Senna e mesmo assim não tem um décimo do carisma e não venceram com as dificuldades e principalmente os adversários que o brasileiro venceu, são eles Schumacher e Hakkinen.

          Ainda me emociono neste dia e lembro de todos os detalhes do auge e da perda de Ayrton Senna da Silva, o maior de todos.


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          Atualmente tenho dedicado boa parte das minhas energias à pratica de corridas de rua, uma derivação do mais nobre dos esportes a Maratona, como não tenho condição física e nem paciência pra treinar e correr os 42,195 km da Maratona me aprimoro na distancia de 10 km.

          Com isso pude conhecer uma comunidade extremamente interessante que tem aumentado a cada dia, os amantes da corrida, para se ter uma idéia em 2004 foram realizadas menos de 50 provas em São Paulo enquanto em 2007 a quantidade de provas ultrapassou a marca de 200, considerando que temos apenas 52 semanas no ano faça as contas.

          A partir desta semana inicio aqui no Esporte Comentado uma série de matérias sobre as corridas de rua, com dicas pra quem corre e pra quem quer correr como quem organiza, grau de dificuldade dos percursos, tipo de treino, a escolha do tenis de corrida ideal, treinos, curiosidades e afins.


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          Nestas duas últimas semanas fiquei mais dentro de um quarto de hotel em Brasília no que em casa ou no escritório em São Paulo e enquanto espero a boa vontade da Receita Federal trabalhar e fazer sua obrigação tenho ficado muito na frente da TV e assistindo ao Programa Bem Amigos ontem à noite uma colocação do grande Alberto Helena Júnior me chamou a atenção e concordo plenamente com ele.

          Nos dias de hoje há um desvirtuamento de valores na paixão da grande maioria das pessoas pelo futebol, antigamente o torcedor sofria, chorava e pulava pelo seu time e isso o satisfazia totalmente já de uns anos para cá um fenômeno tomou conta dos estádios e das casas onde vemos vários torcedores parecem ter muito mais prazer em torcer contra os adversários do que a favor do seu próprio time.

          Torcedores clássicos como o Cobra, eu, Felipe por exemplo, torcedores do São Paulo, quando assistimos aos jogos dos nossos clássicos adversários Palmeiras, Corinthians e Santos é pelo puro prazer de ver futebol não para agourar ou ficar torcendo contra, se for pra fazer isso melhor ver os jogos do nosso time apenas e deixar a TV desligada o resto do tempo.

          Já algumas pessoas que conhecemos e se pronunciam torcedores roxos gastam mais tempo falando dos adversários, torcendo contra, chegando publicar em seus respectivos blogs a birra contra os adversários em maior quantidade que o amor por seu time e falando besteira para provocar os demais do que torcendo para seu próprio time. E esse tipo de comportamento é muito mais comum do que se imagina e ocorre no Brasil todo e vemos na Argentina também e é a causa de grande parte das brigas, agressões e alguns homicídios pois é, tudo isso porque tem gente que prefere torcer contra os outros do que a favor do seu.


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