Lendo essa semana sobre o foco perdido do jornalismo esportivo fiquei matutando sobre o assunto e juntando com outras matérias similares eu vou um pouco mais além e acho que essa perda de foco da mídia é, em parte, função da perda de foco dos atletas. Anos atrás quando o futebol brasileiro ainda tinha na ativa craques como Pelé, Rivelino, Tostão, Zico, Roberto Dinamite, Falcão, Cerezo, Sócrates entre outros não havia essa “festa” toda vez que a seleção brasileira jogava e muito menos a total e completa palhaçada que foi a preparação da seleção em campos suiços antes da Copa de 2006 onde era visível que ninguém treinava e sequer esforçavam-se para enganar quem assistia mas bastava as câmeras se ligarem pra os “astros” se encherem de pompa.
Alguns exemplos mais próximo e em esportes não tão difundidos no país mostram isso, os jogadores de basquete masculino que atuam na NBA e se recusaram a defender a seleção na tentativa de conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008 ou, a “estrela” da seleção de basquete feminino que se recusou a entrar em quadra para conquistar a vaga olímpica, sem contar o levantador de vôlei que achou que era maior que o restante do time multi-campeão.
Sou da opinião que o exemplo vale mais que qualquer coisa, que se o atleta souber se cuidar, treinar muito e acima de tudo não se deixar levar pelos louros da fama a mídia vai também saber respeitar isso e focar mais nos resultados (claro que não 100% porque em parte concordo com a matéria). Basta ver que raramente se ouve falar de atletas como Daiane dos Santos, Gustavo Borges, João Derli, Gustavo Endres, Fabiana Murer e outros tantos a não ser quando estão disputando algum torneio mundo afora.
Fala Gabriel!
aqui é o rodrigo que escreveu a matéria citada. Concordo com você. Acho que cabe ao atleta saber diferenciar a sua vida pessoal da profissional. O próprio Ronaldinho Gaúcho era considerado um exemplo de discrição, mas se perdeu desde a Copa de 2006. Talvez tenha pesado o fato de ser O astro.
O Kaká é um que sabe e bem lidar com isso. Mesmo quando é assunto, ele pouco dá abertura.
Quanto aos outros esportes, fica dfícil de estabelecer um paralelo com a fama que se consegue no futebol. Dentre os outros que você citou, a Daiane dos Santos talvez tenha sido a que mais sofreu com a fama, pois depois de perder campeoatos por contusões foi taxada de “amarelona”. Mas diferente do futebol, onde as polêmicas parecem não terminar, a mídia é ainda mais cruel com os esportes “olímpicos”. Tanto que, onde está hoje na mídia a vitoriosa Daiane?
Ela é uma estrela que conseguiu coisas maiores que 90% dos nosssos ídolos do futebol. Mas aí, entramos num outro assunto, sobre o qual já escrevi e vou tentar colocar no meu site esta semana.
quando der, entre lá: http://www.osgeraldinos.com.br
valeu pela opinião. As vezes, discutindo chegamos mais longe!
abs
Me pergunto se antes os atletas eram mais pé no chão por não existir toda essa estrutura da fama e dos flashes em volta.
O contexto agora é outro, o jovem de 18 anos com mais talento com a bola é literalmente sugado por um vórtex de grana, orbigações, contratos publicitários e jogar bala de repente deixa de ser prioridade.
Péssimo pra nós.
Concordo Guilherme
O esporte tem ficado em segundo plano, para eles hoje o que importa é um bom contrato com um clube europeu e aparecer na TV, aquele amor ao esporte não existe mais.