Archive for July, 2008

Ontem saiu uma matéria onde o jogador brasileiro Leandro Barbosa, que joga pelo Phoenix Suns da NBA, se diz magoado com Oscar Schmidt pelas criticas do ex-jogador aos atletas que pediram dispensa da seleção brasileira de basquete dizendo que o astro brasileiro não sabe do que se passou e que ele foi “obrigado” a pedir dispensa pelo seu clube em virtude do seu joelho e que a Confederação Brasileira de Basquete nada fez para ajudá-lo com a liberação para a disputa dos jogos da seleção.

Caro Leandrinho o Oscar que apesar de ter sido um jogador infinitamente melhor do que é hoje comentarista, está coberto de razão. A dor faz parte do esporte profissional e quem quer ser campeão mundial e/ou olímpico tem que conviver com isso. Jogadores como o alemão Dirk Novitsky que pagou do seu bolso o seguro que o Dallas Mavericks exigia demonstram a vontade de defender sua pátria e fazem qualquer sacrifício para isso. Ninguém é obrigado a nada, veja o exemplo do jogador de futebol Diego do Werder Bremen que mesmo o clube forçando para ele não ir e bateu o pé e está na seleção que vai a Pequim independente se será punido depois ou não.

Acho que o técnico da seleção, Moncho Monsalve, também está certo em não convocá-lo mais enquanto ocupar o cargo na nossa seleção, afinal jogar pela seleção não é uma opção do atleta e sim uma obrigação e uma honra se o time nacional o convocar.

Lamento muito que você Leandro pense que os outros estão errados e você certo.

 

Há exatos 20 anos atrás, nos Jogos Olímpicos de Seul/1988 a maior rivalidade da história do atletismo mundial, entre o canadense Ben Johnson e norte-americano Carl Lewis, chegava ao seu auge para em seguida sumir como se nada tivesse acontecido.

Após bater o recorde mundial dos 100m rasos sobre o próprio Lewis em 1987, Johnson não fazia uma boa temporada em 1988 pouco antes dos jogos e semanas antes do torneio olímpico apresentou um fraco desempenho em Zurique deixando Lewis confiante da conquista do ouro em Seul. Porém, Johnson destruiu seu próprio recordo cravando a incrível marca de 9,79 segundos mais rápido que qualquer um até então e tempo somente igualado em 1999 pelo incrível Maurice Greene, mas a medalha acabou ficando com Lewis uma vez que o canadense foi pego no teste anti-dopping por uso de esteróides perdendo o recorde de 1987 e o de 1988 e sendo suspenso por 2 anos de todas as competições e por fim banido do esporte nos anos 90 por reincidência no dopping.

Após este episódio Lewis reinou sozinho nos 100m até 1992 e no salto em distância até 1996 e após sua aposentadoria em 1997 rumores e alguns documentos que não tiveram sua veracidade comprovada até hoje (talvez por falta de interesse do comitê olímpico americano em perder seu maior expoente dos últimos anos) de que Carl  fez uso de substâncias proibidas para melhorar seu desempenho antes dos jogos de Seul/88.

Devido a uma ausência por questões de trabalho não pude comentar antes mas na semana passada o técnico José Roberto Guimarães fechou o grupo de convocadas para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim que começa no próximo dia 06 de agosto e, seguindo a lógica ele manteve o grupo vencedor do Grand Prix e uma boa mescla entre atletas experientes e novatas.

A lista é a seguinte: levantadoras Fofão e Carol Albuquerque, as centrais Walewska, Fabiana e Thaisa, as ponteiras Mari, Paula Pequeno, Sassá, Valeskinha e Jaqueline e a oposta Sheilla, além da líbero Fabi. Com destaque para a versatilidade das convocadas, como Mari que pode jogar tanto como ponta onde tem se destacado como oposta e Valeskinha que pode jogar na ponta, meio e líbero.

Gostei muito dessa lista e acredito em bons resultados em Pequim. A equipe já está concentrada no centro de treinamento de Saquarema desde início da semana lapidando os últimos detalhes até o dia 29 de julho quando o time embarca para o Japão para a aclimatação e dia 06 já estarão em Pequim para o início do torneio dia 09 de agosto.

Outra notícia importante sobre as meninas esta semana é que elas estão com um estudo intensivo sobre as adversárias que enfrentarão na primeira e segunda fases do torneio olímpico o que já as coloca com a cabeça focada na olimpíada.

Essa semana chegou meu novo tênis de corrida e num momento de sorte o amigo que trouxe a encomenda teve a brilhante idéia de sugerir a compra da evolução de um tênis consagrado no mercado que ainda não chegou ao Brasil. Realizei dois treinos fortes com ele e já consigo comparar com meu antigo “titular” e dar em primeira mão as impressões sobre o novo Nimbus 10 da Asics e comparar com o Stratus também da fabricante japonesa.

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O design é ponto forte dos dois modelos porém o Nimbus 10 possui um corte na parte da frente que propicia um maior conforto para os metatarsos principalmente do dedão. A amarração de ambos é muito boa, sendo muito fácil ajustar ao pé e minimizar o desconforto durante a corrida.

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A vista lateral nos permite perceber a grande diferença entre os dois modelos, enquanto o Stratus possui amortecimento em gel somente na parte traseira (a faixa laranja no meio da sola do calcanhar) que permite um bom conforto na pisada o Nimbus 10 possui o gel em maior quantidade no calcanhar (na lateral e na parte traseira) e também na parte dianteira do calçado o que deixa ele realmente muito mais macio, com a sensação de caminhar sobre um colchão mesmo. E pelo menos nos meus treinos o dolorido pós corrida de joelhos e coxas reduziu bastante.

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A vantagem do Stratus fica no menor peso, apenas 317 gramas/pé, enquanto o Nimbus 10 chega aos 351 gramas/pé o que é até natural devido a maior quantidade de gel que ele possui em sua estrutura. Achei também a ventilação do Stratus um pouco melhor na lateral mas nada que que seja incômodo para quem usa o Nimbus 10.

O preço aqui no Brasil do Stratus é menor que o Nimbus 9 (modelo em venda atualmente por aqui) porém para quem tem a oportunidade de ir aos EUA ou que alguém possa trazer um par de tênis recomendo sem dúvida o Nimbus 10 que sai lá por US$ 120,00 (perto de R$ 200,00), enquanto o modelo antigo o Nimbus 9 aqui sai entre R$ 400,00 e R$ 500,00.

 

 

Caro corredor, agora que o treino está a todo vapor é o momento de escolher a(s) prova(s) que vai participar e se superar. Como existem inúmeras provas em todo o Brasil e não tenho como conhecer todas vou apresentar algumas que eu corri e outras que ainda pretendo correr dando algumas dicas e uma visão geral delas.

No começo do ano a prova de Abertura do Circuito Corpore é um ótimo desafio para começar a temporada com força total, disputada na USP a prova conta com aproximadamente 12.000 participantes e é disputada na área da Cidade Universária (USP) em São Paulo em um circuito seletivo com subidas longas e uma boa variação de viradas para a direita e para a esquerda. Atenção que o calor no início de março é intenso na cidade de São Paulo e uma boa hidratação aliada a uma refeição reforçada na noite anterior e ao café da manhã do dia da corrida podem fazer a diferença para terminar em boas condições. Protetor solar é fundamental e um boné pra quem gosta já não há muitas sombras no trajeto.

Outra prova interessante são os 10 km da Reebok, prova disputada à noite, também na USP, são duas voltas num circuito de 5 km cada onde os corredores atravessam túneis com inserções urbanas bem interessantes, como música, clips, etc. É uma prova rápida, sem subidas ou maiores dificuldades porém com um clima muito legal, temperatura agradável (final de abril), um ótimo treino.

O Circuito das Estações da Adidas é composto por 04 provas no mesmo trajeto, uma em cada estação do ano, serve pra medir a evolução do seu desempenho e a efetividade do treino. Não mais que 5.000 pessoas percorrem a Av. Pacaembu e o Minhocão num percurso de subidas e descidas curtas e com a chegada após 2 km de uma subida constante e leve até terminar na porta do Estádio do Pacaembu em São Paulo e a entrega de medalhas e frutas é feita ao lado do gramado dando um ar bem diferente pra esta prova. Uma boa hidratação e o controle da energia fazem diferença nesta corrida, passe protetor solar já que mais de metade da prova é sobre o viaduto do Minhocão.

A prova dentro da fábrica da VW em São Bernardo do Campo me parece uma boa opção, vou tentar participar ano que vem, o ponto alto da corrida é a passagem por dentro da linha de montagem do Polo dando um clima especial ao evento.

Uma corrida de grande desafio são os 6,6 km da Corrida do Barro Branco, repleta de subidas ela percorre as ruas da zona norte da capital paulista e termina dentro da Academia do Barro Brando da Polícia Militar de São Paulo.

Mais para a frente falo de mais algumas provas.

Divirta-se.

 

O último final de semana foi de  muitas emoções nos jogos da seleção feminina de vôlei, com jogos na quinta a noite, sexta a noite e domingo pela manhã e as meninas detonaram as seleções da China, Cuba e Japão nesta ordem conquistando o inédito heptacampeonato do Grand Prix consolidando a nossa seleção como a equipe que mais títulos venceu disparada (1994, 1996, 1998, 2004, ,2005, 2006 e agora 2008).

Uma equipe que jogou sério, aplicada taticamente e acima de tudo com coração e, aliada à incrível competência do técnico José Roberto Guimarães nossa seleção perdeu apenas uma partida durante toda a competição, para a China atual campeã olímpica, tendo devolvido essa derrota ainda na fase de classificação e na fase final onde venceram todos os 05 jogos que disputaram.

Foi o torneio da redenção de Mari, eleita a melhor jogadora da competição e da afirmação de Taísa e do restante do time como vencedoras. Fiquei muito contente com o desempenho e dedicação do time e mesmo as jogadoras que eu particularmente não gosto como Walewska por exemplo se mostraram capazes de manter alto nível em todos os jogos.

Parabéns meninas, Pequim/08 está chegando, descansem bem esta semana porque as próximas 4 semanas serão as melhores de suas vidas, as mais sofridas, mais cansativas e sem dúvida as mais gloriosas.

 

Minhas férias na Europa renderam algo mais que vivenciar o clima da Eurocopa 2008 na cidade de Madrid pude também fazer uma visita relâmpago ao Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, infelizmente a visita foi apenas pelo lado externo uma vez que não tinha tempo suficiente pra entrar e conhecer sem perder a visita na histórica cidade de Toledo. O lado bom é que tenho um bom motivo para voltar a Madrid agora.

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Passando pelo entorno do estádio é possível perceber a grandiosidade e a modernidade do mesmo, com uma fachada que chama atenção pelas colunas externas e pelo arredondamento do telhado sobre as paredes.

É enorme, com capacidade para 77.500 espectadores todos sentados se não é o mais moderno é com certeza o mais tradicional e badalado estádio do velho continente fazendo jus ao time do Real que é considerado um dos melhores times do mundo, dos mais antigos, mais tradicionais e sem dúvida o clube com mais títulos no mundo, apontado pela FIFA como o time do século.

O Real Madrid conta sempre com grandes jogadores em seu time como Ronaldo, Raul, Figo, Zidane no início dos anos 2000 e agora com Robinho, Sérgio Ramos, Casillas e Canavarro.

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Claro que tantos craques aliados a uma excelente administração se traduzem em títulos, o Real possui 28 títulos espanhóis, 3
títulos mundiais interclubes, 9 títulos da Europa e outros tantos mais.

Vale a visita, o tour completo pode ser feito de segunda a sábado das 10h. às 19:30h., domingos das 10:30h. às 18:30h e nos dias de jogos até 5 horas antes do início da partida. O ingresso custa 15 euros para adultos e 10 para menores de 14 anos. Para chegar lá por conta própria pode-se utilizar o metrô, descendo na estação que fica ao lado do estádio e se não me engano chama-se Bernabeu.


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Acho que descobri o real motivo para não torcer pelo brasileiro Felipe Massa na Fórmula 1, a falta de humildade do piloto. Antes que alguém me acuse de persegui-lo e sempre o criticar quero elencar alguns pontos que reforçam essa minha tese.

Sempre que algo acontece, seja no treino ou na corrida, Massa nunca se coloca como culpado mesmo que seja claro que foi uma atitude sua a causa do problema. No treino de sábado eu o eximo de culpa uma vez que foi um mecânico da Ferrari que não conseguiu colocar uma roda traseira a tempo de Massa sair dos boxes para aproveitar os minutos finais da classificação. Agora vamos à corrida de hoje, largando em 9º rodou ainda na primeira volta e caiu para último de onde não mais saiu rodando mais quatro vezes sempre perdendo as poucas posições que havia ganho e indo para o fim do pelotão. Dito isso acabei de ler uma entrevista de Felipe onde ele diz que não conseguia ficar na pista pois ela estava molhada demais mas pensando cá com meus botões sou obrigado obrigado a perguntar: Choveu apenas em cima do carro dele??

Com certeza não e os outros pilotos tiveram problemas também, o vencedor e novo líder do Campeonato Hamilton escapou da pista por 2 vezes sem perder posições, Heidfeld também escapou e terminou em segundo e Barrichello (que eu não acho o mais brilhante dos pilotos mas anda muito bem na chuva) não escapou nem rodou e levou a fraquíssima Honda ao terceiro lugar, Raikkonen, Kovalainen, Alonso, Trulli e Nakajima que completaram as oito primeiras colocações escaparam ou rodaram e não vi ninguém reclamando e colocando a culpa na chuva e todos pontuaram.

Acho claro que a chuva dificultou muito a vida de todos porém, falar que ter rodado 5 vezes foi culpa da chuva é demais para mim, muito mais fácil e honroso seria ter falado que errou, subiu na zebra por duas vezes e rodou, que o acerto que ele junto com a equipe colocaram no carro não foi o melhor e ponto final. Pior que isso é ainda ter o apoio do Galvão Bueno dizendo que a Ferrari errou e ele se deu mal por isso, como se fosse alguém da equipe que estivesse dentro do cockpit e não o piloto.

Pilotos perfeitos foram poucos na F1 e mesmo eles erravam, a diferença é que eles assumiam seus erros. Tenho a esperança que antes do fim de sua carreira Massa aprenda a ter essa humildade que pilotos como Mansell, Lauda, Stewart possuiam (sem falar nos “perfeitos” Senna, Schumacher, Prost, Fangio, Farina e Moss entre outros).


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De férias na Europa nos últimos quinze dias tive a oportunidade de acompanhar a disputa das quartas de final, semifinais e final de perto, infelizmente não no estádio, mas pude sentir o clima da disputa com as reportagens e a empolgação espanhola que era traduzida pela arena montada na cidade de Madrid, mais precisamente na Praça Colombo (onde há a estátua da foto do explorador apontando com o dedo a direção das Américas) onde os jogos da fúria eram transmitidos ao vivo para uma multidão alucinada.

É fato que não achei o nível técnico do torneio muito elevado e alguns jogos deram sono com o fraco desempenho das seleções da Áustria, Suiça, Suécia, Holanda e Portugal. Mas a Espanha teve todos os méritos derrotando a Itália, atual campeã do mundo e a Alemanha, terceira colocada no último mundial, com um futebol alegre, técnico e objetivo, algo que mesmo sendo apontada como favorita em todos os torneios que disputava fazia muita falta na hora de decidir e deixava a fúria sempre para trás em relação aos demais.

Foi a segunda conquista espanhola da Eurocopa, a primeira foi em 1964, colocando o time espanhol em destaque para a disputa do Mundial de 2010 na África do Sul, uma vez que possui um time entrosado e bem armado.

Como destaque negativo temos a Holanda e Portugal que foram meras sombras coadjuvantes na disputa do torneio e na outra ponta Espanha, Alemanha e Turquia darão muito trabalho na Copa de 2010.


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