Não sou fã de tênis é verdade mas, sempre acompanhei os grandes torneios mais pelas estrelas que deles participavam do que pelo jogo propriamente dito. Muitos entraram para a história, como Ivan Lendl e sua costumeira frieza e precisão, Boris Becker com enorme garra e técnica apurada, o sueco Stefan Edberg com sua agilidade e jogo de poucos erros, Jim Courrier pela entrega emocional ao jogo e um dos primeiros tenistas de ponta e assumir e bater os backhands com as duas mãos, o esquentado John Mcnroe, André Agassi e sua técnica e longevidade fora do comum, o atual número 1 do mundo Roger Federer pela invencibilidade e e hegemonia nos últimos anos e claro o maior de todos Pete Sampras que como ninguém conquistou títulos de Grand Slam, uma carreira consistente, a melhor técnica aliada ao controle emocional perfeito e a potência dos golpes.
Sampras, que abandonou as quadras em 2002, após perder nas oitavas de final do tradicional torneio de Wimbledon justamente para Federer, aposentou-se aos 28 anos no auge da carreira mas no momento certo quando algumas contusões no tornozelo começavam a afetar seu grande jogo e o impediam de impor seu estilo sobre os adversários. Nos últimos 5 anos tem jogado apenas partidas de exibição pelo mundo, juntando um pouco mais de grana em sua imensa fortuna e mantendo assim o amor pelo tênis vivo. Nesta semana disputou 3 jogos amistosos contra Federer e mesmo aposentado e longe é claro da sua melhor forma perdeu por pouca diferença e deu muito trabalho nas partidas na Malásia e na Coréia do Sul e venceu por 2 sets a 0 a partida disputada em Macau neste sábado, mostrando assim que quando se é o melhor da história não importa que se está aposentado há 5 anos e o jogo será contra o número 1 do mundo no momento.