Há pouco mais de 45 anos a seleção brasileira de futebol sagrava-se bi-campeã mundial de futebol na copa do Chile. O time era praticamente o mesmo da primeira conquista em 1958, apenas com a entrada de Mauro Ramos e Zózimo no lugar do então capitão Bellini e de Orlando na zaga da seleção. A estrela da copa foi o artilheiro das pernas tortas Garrincha que marcou 4 gols na competição junto com Vavá, o maior de todos, Pelé, se contundiu logo no segundo jogo contra a Checoslováquia e em seu lugar entrou Amarildo, permanecendo assim até o fim da competição.
A caminhada brasileira para o bi teve a vitória por 2×0 contra o México, empate com a Checoslováquia por 0×0, vitória por 2×1 contra a Espanha, 3×1 contra a Inglaterra, 4×2 contra o Chile e o título por 3×1 contra a Checoslováquia.
No último jogo, dia 17/06/1962, contra os checos Amarildo marcou 2 gols e Vavá o 3º, fechando a festa brasileira no Estádio Nacional de Santiago perante um público de 69.000 pessoas estarrecidas com o espetáculo da nossa seleção, os dribles desconcertantes de Garrincha, a segurança da nossa defesa e o poderio de nosso ataque.
Uma grande história aconteceu após o apito final do árbitro. Assim que a partida se encerrou a festa brasileira invadiu o campo com as emoções à flor da pele, o árbitro russo pegou a bola e a segurou embaixo do braço como seu souvenir da Copa de 62 (normalmente os árbitros das finais ficam com a bola do jogo como prêmio), nesse momento o massagista da seleção, o saudoso Mário Américo, passou por trás do árbitro e deu um toque sutil na bola, tirando-a de seus braços e imediatamente saiu correndo com ela para o meio da festa brasileira e para o vestiário, trazendo assim além da Taça Jules Rimet a bola da final para o Brasil. Após o tradicional desfile em carro aberto da vitoriosa equipe pelas ruas da cidade a Taça Jules Rimet e a bola ficaram expostas na vitrine do antigo Mappin na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo.
Aí entra a parte em que este torcedor enche os olhos de lágrima sempre que lembra da história, quando da desmontagem da vitrine da taça, durante a confusão do momento e o aparato de segurança para a Jules Rimet a bola foi esquecida na loja e meu querido e saudoso avô Benatti, que está lá no céu olhando por todos nós, herdou esse precioso segundo troféu da Copa de 1962 e que está na minha família desde então. Ela está velhinha, tadinha, murcha, meio deformada e eu não tive coragem de deixar ninguém tocá-la para realizar uma restauração e decidi deixá-la original mas, quando se toca sua carcaça avermelhada e seu couro grosso é possível ver pequenas marcas das chuteiras dos mitos que a tocaram e o calafrio na espinha toma conta de todo o corpo e o restante é só emoção!
Obrigado avôzinho, não troco, não empresto, não vendo e raros tem o prazer de tocar como o Luís meu irmão e o Cobra
A ficha do jogo:
| Data | Estádio | Público | Árbitro |
| 17/6/1962 | Nacional (Santiago) | 69.000 | Nickolaj Latychev (URS) |
| Brasil | 3 x 1 | Checoslováquia |
| Gilmar Djalma Santos Mauro Zozimo Nilton Santos Zito Didi Zagallo Garrincha Amarildo Vavá Técnico: Aymore Moreira |
Vilem Schroif Jan Popluhar Ladislav Novak Suatopluk Pluskal Josef Masopust Adolf Scherer Josef Jelinek Jiri Tichy Tomas Pospichal Josef Kadraba Andrej Kvasnak Técnico: Rudolf Vytlacil |
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| Gols | ||
| 1º Tempo | ||
| 17min – Amarildo . | 15min – Masopust | |
| 2º Tempo | ||
| 24min – Amarildo 33min – Vavá |
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