A programação do último dia de uma Olimpíada ou Panamericano é sempre a mesma e consiste de três esportes pra lá de clássicos.

  • A maratona masculina, considerada o esporte mais tradicional e aquele que define o espírito olímpico de superação, sofrimento e glória, disputada em 42,195km de suor, dor, lágrimas e cansaço extremo onde normalmente o vencedor mal tem forças para permanecer de pé e comemorar. Temos exemplos maravilhosos como a corrida de Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas/2004 quando foi empurrado por um celerado da platéia e perdeu a liderança da prova em lágrimas, chegando em terceiro e sendo ovacionado pelo estádio em estado de torpor ou a chegada dramática em Los Angeles/1984 da suissa Gabrielle Andersen-Scheiss, que não tinha a menor chance de vitória, cambaleante e exaurida caindo nos braços dos médicos após cruzar a linha de chegada.
  • O hipismo, considerado um esporte da elite, mostra um espetáculo plástico e perfeita harmonia entre cavalo e cavaleiro na sobreposição de obstáculos de extrema dificuldade e altura. Quem não se lembra do cavalo de Rodrigo Pessoa refugando na final olímpica de Sidney/2000 quando era o favorito absoluto para o ouro logo após um esforço extremo para pular um obstáculo que lhe rendeu uma vértebra deslocado ao cavalo, ouro este que viria 4 anos mais tarde em Atenas/2004 montando o mesmo cavalo.
  • Basquete masculino, um dos mais antigos e tradicionais esportes coletivos criado em 1891 pelo Dr. James Naismith é sinônimo de precisão, superação, plasticidade, espetáculo e força. Para os fãs a imagem gravada na mente de Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird e o Dream Team dando um show memorável e inesquecível nas Olimpíadas de Barcelona/1992, fazendo 117 pontos de média em 08 jogos e nunca pediu um tempo.


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