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	<title>CoolT &#187; entrevista</title>
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	<description>Circo, Teatro, Performance e demais artes cênicas</description>
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		<title>CoolT entrevista Ivam Cabral</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexj</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[ivam cabral]]></category>
		<category><![CDATA[satyros]]></category>

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		<description><![CDATA[Batemos um papo com Ivam Cabral &#8211; um dos fundadores da Companhia de Teatro Os Satyros &#8211; e um dos mais criativos (e inquietos) artistas da cena teatral do país. CoolT: O que é o Teatro Veloz? Ivam Cabral: O Teatro Veloz é o treinamento que utilizamos dentro dos Satyros. Através de uma discussão sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Batemos um papo com Ivam Cabral &#8211; um dos fundadores da <a href="http://www.satyros.com.br" target="_blank">Companhia de Teatro Os Satyros</a> &#8211; e um dos mais criativos (e inquietos) artistas da cena teatral do país.</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-348 aligncenter" src="http://tavoladigital.com.br/blogs/coolt/files/2009/05/ivamcabral.jpg" alt="" width="350" height="304" /></p>
<p><strong>CoolT: O que é o Teatro Veloz?</strong></p>
<p><strong>Ivam Cabral:</strong> O Teatro Veloz é o treinamento que utilizamos dentro dos Satyros. Através de uma discussão sobre o teatro no mundo contemporâneo e as influências principalmente de Artaud, Meierhold e Nietzsche, o Teatro Veloz desenvolveu técnicas e procedimentos que visam aprimorar o potencial criativo de seus intérpretes e, conseqüentemente, dar condições para o enriquecimento no processo de construção de suas personagens.</p>
<p>Utilizando-se da Bioenergética, especialmente do Grounding, exercício desenvolvido por Reich, o Teatro Veloz compreende numa série de exercícios específicos para o ator, com ênfase no processo improvisacional.</p>
<p>O Teatro Veloz também se baseia em práticas teatrais e estudos sobre a relação do intérprete e sua linguagem. Procura captar, em vivências, o processo criativo do ator e sua relação com a sua disponibilidade expressiva; e visa encontrar mecanismos internos e externos que possibilitem a percepção e decodificação de suas ações.</p>
<p><strong>C: Os Satyros não param. Espaços teatrais em vários locais da cidade, projetos em TV, Cinema, Escola da Praça&#8230; Abrir muitas frentes de trabalho é necessidade, fruto de uma &#8220;explosão criativa&#8221; ou ambos?</strong></p>
<p><strong>IC:</strong> Somos inquietos e investigadores. Interessa-nos a diversidade, a construção. E todos estes projetos acabam surgindo porque necessitamos de diálogos com a vida real, com nossos entornos.</p>
<p>Por exemplo, a Escola da Praça surgiu porque quando chegamos na praça vimos que ali tinha um prédio abandonado, bem  no coração da Roosevelt. Naquele momento fazíamos um trabalho voluntário na periferia com formação de técnicos para teatro. Em determinado momento veio a ideia: e que tal organizarmos um projeto e investir na ideia de uma escola?</p>
<p>O cinema está vindo aos poucos. Estamos contabilizando as experiências na televisão, uma parceria que surgiu com a <a href="http://www.tvcultura.com.br/direcoes/alem-do-horizonte" target="_blank">TV Cultura</a> já há algum tempo e que tem rendidos ótimos resultados. Inevitável que a telona seja o nosso destino.</p>
<p><strong>C: Essas muitas atividades não podem comprometer o resultado de cada uma delas individualmente? Como vocês lidam com as interseccções possíveis e com as peculiaridades de cada projeto?</strong></p>
<p><strong>IC:</strong> O Satyros é um projeto único. Que parte do teatro em direção à outras linguagens, outros veículos. Como disse, interessa a diversidade, humana sobretudo. E se ela está no cinema ou na televisão, ou simplesmente num trabalho voluntário da periferia, vamos encontrá-la.</p>
<p>Somos muito jovens ainda, temos força e garra suficientes para encarar sempre muito mais trabalho.</p>
<p><strong>C: Como os Satyros &#8211; enquanto grupo teatral &#8211; lidam com a visibilidade e o fato de já serem considerados por algumas pessoas como &#8220;mainstream&#8221;?</strong></p>
<p><strong>IC:</strong> Isso acaba atrapalhando muito. Temos dificuldade em apoios para os nossos projetos, por exemplo. Porque muitos vêem o nosso trabalho na Roosevelt como consolidado e isso não é verdade.</p>
<p>Há muita coisa para se fazer ali. A Virada Cultural deste ano não inlcuiu a Praça Roosevelt em seu calendário. Imagino que pela ideia de que já estamos fomentados. E isto é um escândalo porque quem começou com essa história de 24 horas de atividades ininterruptadas fomos nós, dos Satyros.</p>
<p>Outro exemplo é que há várias edições temos tido os nossos projetos negados pelo Programa de Fomento ao Teatro. Ora, se o Fomento não presta atenção em nós, quem mais vai nos apoiar? Não podemos esquecer que nossos espaços apresentam, de terça a sábado, a Trilogia Libertina, a partir da obra do Marquês de Sade. Você acha que uma grande instituição financeira bancaria um trabalho como este?</p>
<p><strong>C: Como tem sido &#8211; artisticamente &#8211; a experiência em TV e Cinema?</strong></p>
<p><strong>IC:</strong> Muito gratificante, uma grande escola. Mas sobretudo de resistência porque são veículos que exigem um tempo muito diferente do teatro. O teatro é artesanal, construído sem pressa, no tempo de seus criadores. Na tevê ou no cinema a ideia do tempo é completamente outra. Isso às vezes amedronta.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">Ping Pong</span></strong></p>
<p><strong>- Ivam Cabral é um ator que escreve ou um escritor que atua?</strong><br />
Um contador de histórias.</p>
<p><strong>- Sem a praça, os Satyros &#8230;</strong><br />
Estariam em outras praças.</p>
<p><strong>- Sem os Satyros, a praça &#8230;</strong><br />
Estaria no escuro</p>
<p><strong>- Ser Satyro é &#8230;</strong><br />
Ter antenas para o futuro.</p>
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		<title>CoolT entrevista Márcio Ballas</title>
		<link>http://tavoladigital.com.br/blogs/coolt/2009/04/16/coolt-entrevista-marcio-ballas/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 21:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexj</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[jogando no quintal]]></category>

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		<description><![CDATA[Para a estréia da sessão &#8220;CoolT entrevista&#8221;, tivemos a honra de bater um papo com Márcio Ballas, um dos melhores palhaços do Brasil e fundador do Jogando no Quintal. Crédito: Fred Bottrel Coolt: Quando, como e porque você resolveu se tornar palhaço? Márcio Ballas: Em 94 fiz um curso de clown com um cara chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a estréia da sessão &#8220;CoolT entrevista&#8221;, tivemos a honra de bater um papo com Márcio Ballas, um dos melhores palhaços do Brasil e fundador do <a href="http://www.jogandonoquintal.com.br" target="_blank">Jogando no Quintal</a>.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://tavoladigital.com.br/blogs/coolt/files/2009/04/mballas_fredbottrel.jpg" alt="Fred Bottrel" align="center" /><br />
Crédito: Fred Bottrel</p>
<p><strong>Coolt: Quando, como e porque você resolveu se tornar palhaço?</strong></p>
<p><strong>Márcio Ballas</strong>: Em 94 fiz um curso de clown com um cara chamado Fernando Vieira. Igual a esses cursos que eu dou atualmente de um final de semana, para iniciantes. Daí fiquei encantado com a linguagem e comecei a fazer todos os cursos que apareciam, mesmo tendo me formado em Marketing na ESPM e ter um negócio próprio. Depois de 3 anos,eu resolvi largar tudo, fui morar na França e ser palhaço profissional.</p>
<p><strong>C: Recentemente houve uma &#8220;explosão&#8221; de espetáculos de improvisação, como o <a href="http://improvavel.com.br/" target="_blank">Improvável</a> e o <a href="http://www.zenasemprovisadas.com.br/" target="_blank">ZÉ </a>(zenasemprovisadas). Qual a influência que o Jogando no Quintal teve para o surgimento e a consolidação deste &#8220;movimento&#8221;?</strong></p>
<p><strong>MB</strong>: A meu ver o Jogando no Quintal em São Paulo e o ZÉ no Rio foram dois espetáculos muito importantes para a popularização dos espetáculos de improviso, até porque nós somos os poucos que ensinam a técnica no Brasil.</p>
<p>Muitos grupos nos contam que viram o Jogando e daí resolveram trabalhar com improvisação. O próprio Improvável -  que é atualmente um fenômeno pois <a href="http://www.youtube.com/user/videosimprovaveis" target="_blank">já foi visto na Internet por mais de 20 milhões de pessoas</a> &#8211; se inspirou no Jogando no Quintal e no ZÉ tambem.</p>
<p>Na época, eles me chamaram para dar um curso para eles e eu acabei me envolvendo. Hoje faço uma orientação artística para o projeto.</p>
<p><strong>C: Com o passar do tempo, o Jogando teve desdobramentos, como a <a href="http://www.bandagigante.com/" target="_blank">Banda Gigante</a>, o espetáculo Caleidoscópio e o infantil O mágico de Nós. Você e o <a href="http://www.jogandonoquintal.com.br/cizar.asp" target="_blank">César Gouvêa</a> (na posição de criadores / fundadores do Jogando) excercem alguma influência nestes projetos ou eles tem total autonomia, ficando sob a responsabilidade somente das pessoas diretamente envolvidas?</strong></p>
<p><strong>MB</strong>: Depois de muitos anos pesquisando e treinando sozinhos (no Brasil poucas pessoas trabalhavam com improviso) sentimos vontade de aprender mais e nos aprofundarmos. Assim, organizamos 3 festivais Internacionais para ver grupos de outros países que trabalhavam há mais tempo com a impro.</p>
<p>Vieram grupos da Argentina, Colômbia, Espanha, Equador e Chile.</p>
<p>Inspirados nos espetáculos que assistimos e no nosso aprofundamento técnico surgiu a vontade de novas criações.</p>
<p>O César então dirigiu &#8220;O Mágico de Nós&#8221; que é o primeiro espetáculo de improviso INFANTIL do Brasil que nós conhecemos e eu fui dirigir o &#8220;Caleidoscópio-um espetáculo de improvisação teatral&#8221; que é uma peça de uma hora totalmente improvisada,inspirada em alguns elementos que o público nos dá. Diferentemente do Jogando, é um espetáculo de humor,lirismo e poesia.</p>
<p><strong>C: A itinerância (os espetáculos já passaram pelos &#8220;estádios&#8221; das ruas Cotoxó e Faustolo e por espaços como Cuca, Amorim, Cachaçaria Paulista, Teatro Santa Cruz até chegar ao Tuca) é uma opção, uma necessidade ou ambos?</strong></p>
<p><strong>MB</strong>: Cada temporada depende de alguns aspectos como patrocínio, disponibilidade de teatro, agendas etc</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">Ping Pong</span></strong></p>
<p><strong>- E o palhaço o que é?</strong><br />
Um ESTADO.</p>
<p><strong>- Se não fosse palhaço eu seria:</strong><br />
Improvisador (aliás,estou tentando ser !)</p>
<p><strong>- Improvisar é:</strong><br />
estar presente no momento,no aqui agora, criando e dirigindo minha própria história</p>
<p><strong>- Marcio Ballas por João Grandão:</strong><br />
&#8220;Incrível !&#8221;</p>
<p><strong>- João Grandão por Marcio Ballas:</strong><br />
&#8220;Incrível também&#8221;</p>
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