
Há exatos 112 anos nascia, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, Abelardo Pinto, filho de Galdino Pinto, que – aos 15 anos – fugiu com um circo que passou pela cidade de Rezende (RJ).
Vinte anos depois, quando o circo em que trabalhava aportou em Uberaba (MG), Galdino conheceu Clotilde Farnesi, com quem se casou, pouco antes dela se tornar uma jovem e elegante artista eqüestre.
Abelardo, um menino franzino e de pernas compridas ficou conhecido pelo apelido que fazia referência direta às suas características físicas e que o imortalizou como o mais importante palhaço do Brasil: “Piolín”, que em espanhol quer dizer barbante.
Grande artista (além de palhaço era também ciclista, saltador, acrobata e contorcionista), Piolín exercia sua influência também fora do picadeiro.
Participou de inúmeros movimentos artísticos em São Paulo, como A Semana de Arte Moderna de 1922, quando se aproximou de intelectuais, escritores e artistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida, o italiano Pitriguilli e Mário de Andrade, que, impressionado com sua arte , dedicou-lhe uma crônica, em 2 de agosto de 1931.
É em homenagem a este mestre do picadeiro que em 27 de março se comemora o Dia Internacional do Circo.
Para saber mais sobre ele, recomendamos os seguintes links:
- http://www.mundoclown.com.br/piolim
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Piolin